Mostrando postagens com marcador Própria autoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Própria autoria. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de maio de 2009

Impermanências...

É estranho Um dia você é a pessoa mais importante, no outro, a menos lembrada... Hoje é um marco, um dia a ser lembrado, pois não mais vou ficar esperando nada...


De ninguém...


Pessoas que me chamam de amigo, porém não agem como tal, não farão parte da minha vida por chamado meu...


Não darei valor às pessoas que se aproximam de mim apenas nos momentos que querem algo de mim, mas se esquecem de mim nos momentos em que poderiam entregar algo do que eu gostaria...


Não darei atenção especial a quem não dá valor...


Não darei merecimento a quem não merece...


Não darei atenção a quem não dá em retorno...


De hoje em diante, eu declaro que paro de "proteger" as pessoas a meu redor.


Não vou fazer nada para amenizar nada... Nem dores, nem consciência...


Nem nada...


Agora é minha vida por mim mesmo...


E por quem por decisão própria resolveu estar perto de mim... E mais ninguém...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nós estamos certos?

O maior erro do ser humano é considerar a certeza em cima de uma convicção, baseada em uma ideologia não focada na realidade.

Todas as guerras travadas na história da humanidade foram feitas por causa de uma simples frase: "nós estamos certos"...

Agora, traduza essa frase para o Inglês:
We
Are
Right

Com as iniciais, temos WAR, traduzindo, para português, temos a palavra Guerra.

É exatamente isso que acontece, quando defendemos uma idéia acima dos limites aceitáveis.
Não é somente com guerras entre países que menciono, mas as guerras internas, as guerras frias entre pessoas, entre vizinhos, entre colegas...

Quando uma pessoa não respeita os seus próprios limites e tenta impor suas crenças às outras pessoas, acaba gerando nas pessoas à sua volta um sentimento de revolta, mesmo velado...

Esse sentimento, com o tempo, pode aumentar, gerando uma reação real, a qual, normalmente, sempre termina em geração de dor.

Como podemos evitar isso?

Bem, a meu ver, só com muita paciência... Tive uma amizade muito próxima a determinada pessoa... Porém, ao final, esta pessoa acredita estar dentro de um jogo, com a mentalidade "eu tenho a razão", é a mesma coisa no fim das contas.

Enquanto pensarmos assim, pensarmos que sempre nós não temos nada de errado a corrigir, nada de falho em nossas atitudes, estaremos propiciando que o desequilibrio aja em nós, levando dor aos que nos rodeiam.

Enquanto jogarmos a responsabilidade sobre os erros e fatos ruins de nossa vida em outras pessoas, estaremos nos esquivando da realidade. O que acontece é parte nosso e parte das pessoas... Para haver uma briga, é necessária a participação de duas pessoas. Um desentendimento, da mesma forma.

E não basta apenas refletir nisso...
Enquanto ficarmos repetindo velhos comportamentos, velhas atitudes e velhos pensamentos, estaremos fadados a repetir as mesmas experiências ruins.

Fugir da responsabilidade é o primeiro passo para a derrota.
Somos o espelho daquilo que julgamos errado nas outras pessoas.
Ser pedra é fácil, difícil é ser vidraça.
Enquanto enxergarmos na outra pessoa atos falhos, defeitos, e não um ser que é frágil e indefeso como nós, estaremos nos privando de entar em sintonia com a divindade existente na vida.

Convém também enxergar quando estamos apenas em uma relação de parasitismo, seja em âmbito mais profundo (namoro, casamento) ou não (outros tipos, como amizade, etc).

Como se dá esse parasitismo?
Quando entregamos mais do que recebemos, ou vice-versa. E aos que pensarem que é egoísmo pensar dessa forma meio que capitalista sobre relacionamentos, infelizmente tenho que dizer que só seres iluminados conseguem viver em uma situação dessas, sem receber de outros seres humanos, algo como motivação para continuar.

Se eu sou seu amigo (ou outra coisa), em determinado momento, certamente precisarei de algo que possa me motivar a continuar sendo, considere isso como regar uma planta. A planta que não é regada, cedo ou tarde, embora tente incessantemente viver, morrerá.

O normal do ser humano, é fugir das responsabilidades, evitar entrar em contato com o seu Eu interior, ver seus proprios erros e assumir a responsabilidade por eles.

É preciso ter coragem para encontrar a verdade e encará-la, para assim, vencê-la.
Quem conhece a si mesmo é sábio.
Quem vence os outros é forte.
Quem vence a si mesmo é poderoso

Tao The Ching

domingo, 21 de dezembro de 2008

Renascer...

Um dia me pediram para que mudasse para como era antes...
Um dia me pediram para que nunca mudasse...
Um dia me pediram para que mudasse para algo diferente...

Engraçado...

Como é estranho, as pessoas não te aceitam tal como tu és, mas sempre ficam pedindo que você se adapte a elas, e não o contrário...

Não vivo para agradar a ninguém... Se sente minha falta, me fale, me chame... Quem me conhece, quem eu permiti que me conhecesse, sabe bem como sou e que quem me procura, sempre me encontra.

Quem perdeu a chance de me conhecer realmente, como sou, a quem eu me despi das esquivas artimanhas de proteção, e conseguiu ainda assim perder a chance de me enxergar, nada mais posso fazer... a não ser desejar boa sorte na vida... Pois se já fiz tanto, nada mais posso fazer...

Eu vivo a minha vida, sou como sou, se alguém quer ficar a meu lado, é só vir, pois sempre estive de braços e coração abertos...

Não vou te mudar nunca...
Mas se quiseres me mudar, me perderás tão logo pense que me mudando serei melhor para ti...
Não por maldade, mas porque já tentei me permitir deixar ser mudado por alguém... Deixei que tudo em mim pudesse ser manipulado para agradar a alguém a quem estimava demais...
E no fim, estou com apenas a saudade e uma pedra de gelo encrustada no peito.

Sendo diferente do que sou agora, não serei mais EU, mas apenas algo para te satisfazer o Ego...
E quando satisfeito... me abandonarás como brinquedo antigo nas mãos de criança... Sempre foi e sempre será assim, não porque o humano seja mal, mas porque é humano e tende a isso sempre... por mais que eu tente acreditar que não...

Quem me conhece, sabe bem que a liberdade é a minha asa, que a justiça é minha outra asa.
~Enquanto não desisto completamente de alguém... Ainda me faço presente para a pessoa...~
Sejas puro(a) de coração, não me decepcione
Se me faltares com a verdade, eu te abandonarei...

São versos pequenos, sem muito sentido abstrato, porém, são via de regra comigo.
Mentira, omissão, falta de assumir as responsabilidades... não condizem comigo... nem com as pessoas que escolho estar perto... falte com isso, com a consideração... que logo verá que falto EU a seu lado...

Quer me conhecer melhor? Faz uma pesquisa no google por "cavalos marinhos", e veja se consegue descobrir como ele interage com outros da espécie, como é a "vida" deles, etc... e saberá como ajo na minha vida... em muitos aspectos...

Fora isso, não acredite que tenha algo garantido comigo, pois apesar de ser fiel como um cavalo, posso ir embora como uma estrela cadente... As juras de amor, de amizade, de apreço, são como fumaça... Em breves momentos podem se desfazer por completo...

Sei quem é meu amigo e minha amiga REAL, os que só querem que eu seja o "imaginário", por favor, desliguem isso em si mesmos, pois nunca serei isso na vida de ninguém... Ou sou real, ou não sou nada... Ou sou amigo de verdade, ou não sou nada, pois para mim, não existe amizade "Morna". Ou é calorosa, ou não existe. não existe e nunca existirá meio termo disso na minha vida.

Amigo de ocasião... bem, consigo compreender o termo, mas apenas considero troca de favores e de elogios... Manutenção dos Egos apenas...

A quem me despeço... F., J., entre outros etc... Boa sorte em tudo, felicidades... Adeus...
Espero que os sonhos realizados tenham sido bons...
A quem se aproxima, R., I., W., e outros mais.... Bem vindos a meu mundo, e que seus sonhos sejam realizados (e serão, como irão ver em breve...)...

Joy in Lye Agnon

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hoje eu resolvi acordar...

Outro dia resolvi dormir...

Descansar, relaxar...
Hoje, porém, resolvi acordar...

Não para dizer que tudo passa, que tudo muda...
Mas para dizer que mesmo que o corpo mude, que a consciência mude, nós, nossa real essência nunca muda.

Invente o que quiser na sua vida, mude de religião, mude de estilo, pinte o cabelo, faça uma tatoo...

Nada te afastará do que você realmente é por dentro...
Você tem algo dentro de si, desde criança, que aos poucos vai aprendendo a compreender, aos poucos vai compreendendo a libertar.

A cada dia, cada momento, vai aprendendo a existir. Existir como pessoa, como VOCÊ!!!

E o restante, é tudo crença para apaziguar os corações que não compreendem isso.

Claro, as religiões, crenças, fazem sempre amenizar o lado do corpo "humano", que faz com que sejamos tentados pelos nossos corpos, nossos desejos, nossos Egos...

Mas no final, cada uma é apenas um fragmento de uma Única Verdade, a qual é como espelho, que foi quebrado e cada um que encontra um pedaço dela, acha que ali se encontra TODA a Verdade.

E assim, vamos afligindo os nossos semelhantes, sem nos dar conta de que fazemos mal a nós mesmos quando não nos damos a liberdade de se doar sem medos...

É estranho, mas acontece... as pessoas tendem a fugir para dentro de si mesmas...
Tendem a culpar os outros pelos erros que elas mesmas cometem.
Tendem a fugir da felicidade como se causasse dor...
E ainda por cima, tendem a negar o que sentem, negar a própria liberdade, não de ter o direito de fazer o que quiser, mas de se permitir sentir o que quiser.

É incrível, porém existe. Pessoas que fazem mal às outras simplesmente por não compreender que todos somos diferentes uns dos outros, apesar das semelhanças que possamos ter... Cada um sente da forma que consegue, enxerga da forma que consegue, vive da forma que consegue...

É extremamente difícil se colocar no lugar do outro, e tentar compreender profundamente o que o outro sente. Mesmo que esse te explique, ainda se torna muito dificil, porque somos tentados a NAO sair da nossa carapaça psicológica, com medo de sermos arrebatados por algum sentimento ou emoção que nos faça depender ou simplesmente esperar pela reação de outrem.

O que é difícil para um, pode ser fácil para outro...

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente
(William Shakespeare)

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
(William Shakespeare)

Assim, cada dia me torno mais EU.
É uma tarefa um pouco difícil, pois sempre existe o medo.
Sempre existem as intempéries das pessoas a quem nos abrimos, que são as poucas que podem realmente nos ferir.

O importante é sempre continuar...

Em alguns momentos, tem que se deixar levar pelo Ego, deixar ele levar o barco, para depois retomar quando o seu Eu verdadeiro tiver recomposto em suas forças e convicções.

É um processo por vezes doloroso, porém, muito proveitoso.
Sugiro sempre viver intensamente cada momento, seja de dor, seja de alegria...
Uma vida "morna" não faz parte das minhas aspirações...
Tento ser extremista, viver ao máximo, ao extremo, seja na dor ou na alegria.
Não me arrependo de nenhum momento, mesmo os que me deixam recluso, pois é deles que me faço mais forte, quando consigo carregar o mundo nas mãos, vencer os medos e me tornar aquilo que eu escolho ser.

Nada mais a dizer, só digo Adeus a quem se vai, e Boas vindas a quem se achega.

Aloha!

domingo, 26 de outubro de 2008

Encarando(me) de frente - Um Sinto muito a todos

Nos últimos dias reconheço que literalmente "surtei"...

Aos que notaram antes de mim, eu sinto muito, pois fui cego e teimoso. Não fui boa companhia por vários momentos. Agora é encarar e mudar as minhas reações, tornando-as conscientes e não me deixando viver o passado, mas sim somente o presente. Sem nóias, sem delusões quanto a qualquer coisa. Sem ficar deixando minha imaginação criar frutos ilusórios, sem deixar minha imaginação me fazeracreditar que o que acontece é X quando na realidade não passa do que "é".

Parei para revisar os posts do Blog, e notadamente tem coisas muito insanas. Principalmente no último mês.

Algumas por pura poesia, outras por pura dor de cotovelo. Em momentos que me senti sozinho ou isolado. A minha incapacidade de ter enxergado esse problema até esse momento, me cegou quando mais precisei estar consciente de tudo.

Mas apesar dos pesares, finalmente consegui enxergar parte de tudo isso. Não sei calcular o prejuizo que posso ter causado com as minhas amizades. Espero que não perca nenhuma delas.
Pois meus amigos e amigas, são um tesouro que tenho em vida, estou apredendo a deixá-los livres para irem e virem quando quiserem. Mas quando estive presente com todas as pessoas, todos meus amigos, na maior parte do tempo, eu estava lá por completo, sem presença marcante dessa outra parte. Mas de uns dias para cá, comecei a notar reações minhas que eu mesmo não estava controlando ou tendo com um nível de consciência de onde estavam vindo.

Ainda não cheguei ao ponto que pretendo, que é ter acesso direto às memórias que me fazem esse mal todo. Aceitá-las e aprender a conviver com esse passado. Já achei boa parte delas, já encontrei possíveis razões, mas não vou me deixar parar até chegar à raiz de tudo isso, não irei parar até encontrar a primeira causa, e conseguir apaziguá-la no meu coração.

Um momento, um simples momento, uma voz que não se fez presente num momento em que se criou uma expectativa, causou essa reação toda... Não causou realmente, apenas trouxe à tona isso tudo... Quem fez isso tudo, quem ocasionou tudo, FUI EU e somente eu, em um momento em que eu deveria viver plenamente, eu (sei lá por quais razões) deixei alguma porta ou janela aberta, e sentimentos do passado que eu acreditava terem sido resolvidos, se atravessaram com a realidade e se misturaram com o que eu estava vivendo, e de repente eu já nao vivia o presente, mas sim o passado dentro do presente, e já sabemos onde vai dar isso...

Como o cativo que se liberta, um "eu" se soltou das amarras, e se fez presente, trazendo dor onde não havia nada doloroso para sentir... e desse momento em diante, meu sorriso não se manteve puro. Dia a dia foi se extinguindo, sem que eu notasse, e transferindo a responsabilidade para longe, ao invés de olhar para dentro, acabei olhando para o entorno. Tentando achar culpados, transferir a culpa, transferir a MINHA responsabilidade sobre meus sentimentos e meus atos.

Confesso que houveram pessoas que sofreram perdas com essas minhas reações "adversas". Meus momentos desconexos, meus momentos de distanciamento da realidade.

Meu Ego, assumo, se apegou a uma(várias) idéia(s) e criou devaneios. Ilusão, delusão, devaneio, seja lá o nome correto, esse Ego, me fez acreditar em coisas insanas, que realmente não existiram.

Eu estava sempre lá, mas não era totalmente eu, mas uma parte que estava dominando o todo, eu estava lá, mas com uma parte de mim, querendo algo que eu não sabia.

Descobri (devido à crise depressiva de sexta para cá) , notei que havia perdido parte (ou totalidade) da minha capacidade de reagir bem a estímulos que me recordem ou tragam a idéia ilusória ou real de rejeição.

Já sei o ponto a trabalhar, como foco principal "os apegos do Ego", e as minhas reações aos condicionamentos anteriores, descobri que quando me vejo em uma situação que me leva a crer (mesmo que erroneamente) que fui rejeitado de qualquer forma, é disparada uma série de reações sutis que eu não tinha percebido até então. Mas que somadas, se tornaram uma bola de neve, me levando a praticamente um surto. Ainda tive, durante esse processo auto-depreciativo, condições de me inter-relacionar com outras pessoas, apesar de não estar mais 100% eu mesmo, e a cada dia definhando mais minhas condições internas. Meu Ego me forçou a exaurir minhas forças, pelo menos os motivos e atitudes nao foram todos em vão, ajudaram a algumas pessoas (talvez um pouco menos a mim). Sei que a partir de agora, devo me conscientizar melhor, tomar mais as rédeas, ficar mais centrado.

Já descobri, pontos outros, para ir trabalhando: os "apegos desse Ego" - desejo de nao estar só; de se sentir útil, necessário ; de ser importante para alguém(não importa quem seja); sentimento de culpa (ilusória ou não); sentimento de inadequação às pessoas e realidades; sensação de perda; mania de perseguição; apego emocional; apego a sensação de ser um benfeitor; sentimento de proteção; entre outras formas.

É extremamente difícil para mim nesse momento relatar isso tudo. Ainda mais revisando meu último mês e vendo que quem mais esteve próximo a mim, acabou levando parte dessa carga que estava presente em mim. Sinto muito a todos a quem ofendi, causei incômodo ou sensações ruins, devido a essas coisas que estavam por sob meus olhos e eu não conseguia ver. Sei que é normal para alguns esses momentos que passei, sei que quem realmente me considera, poderá ao menos tentar compreender. Mas mesmo assim sei que devo ter sido bem chato em vários momentos, sinto muito por isso, de coração, a todos. E prometo que vou passar a cuidar mais disso, a partir dessa semana, é terapia/análise para mim.

Agradeço todos os dias por ter amigos e amigas que não desistem de mim. Apesar disso tudo.
Agradeço todos os dias por ter amigos que me mostram a verdade, mesmo quando eu ainda não tenho condição de enxergar por completo.
Agradeço por ter amigos que têm essa paciência de me mostrar as coisas aos poucos, e aos que mostram tudo de uma só vez.
Agradeço pela vida que tenho, e por todos que são parte da minha.
Agradeço pelo mundo, sempre provar que ainda existe esperança e que nada é permanente.
Agradeço por tudo mudar, por tudo estar mudando continuamente.

Agradeço a todos que têm esse link para esse blog e podem nesse momento ler essas palavras.

Obrigado a tudo e a todos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Lótus e a Concha


Antes de começarmos, visualize bem as duas imagens...





Essa é a razão de várias coisas que tenho vivido nos últimos 15 anos.
A procura de uma resposta para questões que nem conseguia nominar.


  1. Sobre a Lótus.
    • A flor de Lótus é venerada na Índia e no Japão, e Oráculo disse que essa era a flor símbolo da espiritualidade; a mais admirada de todas, do "lado de lá", por suas qualidades. A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. É também a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam. Assim, para os Chineses, o passado, o presente e o futuro estão simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.
      Nas gravuras indianas, deuses costumam aparecer em pé ou sentado sobre a flor. Isto ocorre com as representações do deus elefante (Ganesha), Lakshmi — a deusa da prosperidade — e Shiva, O destruidor. Krishna têm a seus pés algumas flores de Lótus, que são chamados pada-kamala (pés-de-Lótus). A tradição budista nos relata que quando Siddhartha (que mais tarde se tornaria o Buda) tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Representa, assim, que cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Tanto que o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento do Lótus de mil pétalas no topo da cabeça, como é chamada a expansão do chakra coronário, e seria o equivalente à auréola dos santos da Igreja Católica.



  2. Sobre a Concha
    • A concha representa o Amor, ou Dom Supremo.

      Entenda-se, a concha é feita por duas partes, diferentes, unidas por um único ponto, que é maleável, pois permite o movimento entre as duas, porém, é recoberto por uma fina camada de material vivo, que torna quase impossível separar as duas partes, enquanto o ser vivo que ali existe, permanece entre as duas partes. Algumas conchas, podem produzir pérolas, sendo que as pérolas são obtidas pela inserção (acidental ou não) de um grão de areia entre as duas partes da concha, quer dizer, no ser que ali reside. Esse ser, por sua vez, por estar com esse corpo estranho aplicado a si, tenta se defender do corpo estranho, aplicando nele, sua própria essência, o recobrindo por camadas e mais camadas de matéria, criando assim uma pérola, com o passar do tempo.
      A representação simbólica se dá por comparação à vida.
      As duas partes da concha inteira, que se complementam, sendo inteiramente opostas uma à outra, tendo apenas um único ponto que as une, seria o Homem e a Mulher, unidos por um ponto, FORTE, único, poderoso e praticamente indestrutível, o Amor entre os dois.

      A parte interna, a vida que existe na concha, seriam os filhos e protegidos pelas "asas"da concha. Os amados do casal, da Família ali alicerçada. O próprio Amor existente entre o casal.
      A união entre as asas da concha, só se despedaça quando a vida que ali reside, se esvai por completo. E em alguns casos, mesmo depois da vida se extinguir, ainda persiste, dando abrigo a outros seres vivos que usufruem das asas ainda protetoras da concha.

      Além disso, a Concha é exemplo de constante renascimento, pois a cada dia, o tamanho da mesma aumenta, para proteger o seu residente. Não há nenhuma permanência em seu tamanho, pois a cada dia é liberado carbonato de cálcio, que se solidifica e anexa mais uma leve camada (ou anel) em torno da concha, aumentando seu tamanho.

      A pérola, que se forma quando algo fere o ser residente da concha, é criado a partir da defesa do ser que ali vive. Ele envolve o objeto estranho, que o fere, com substancias que o alisam, para tornar menos agressivo, depois de algum tempo, o tornando redondo, uma pérola.

      As pérolas, hoje tão valiosas materialmente, são obtidas pela dor que um ser vivo sentiu por longo período. E ao invés de lutar contra, pelo contrário, usa uma defesa passiva, acolhendo seu agressor a si mesmo, o recobrindo por seu próprio corpo, o protegendo e se protegendo dele. Assim, ao invés de devolver a agressão, torna-se um ser exemplar, pois devolve o contrário daquilo que recebe como ofensa.

      Eis o produto da Concha, um ser vivo, que prefere não atacar, e ser ferido, ao que devolver a agressão ao seu agressor. (Uma não agressão passiva)

      As asas da Concha, o Homem e a Mulher, que embora diferentes, parecidos, simétricos, sendo um o espelho do outro, são diferentes, pois ambos só podem relacionar-se com um e somente um par, sendo este o seu simétrico ou metade idêntica. A escolha não é feita por um dos dois, nem pelos dois juntos. Simplesmente acontece

      Acontece que o Amor não ocorre por escolha de uma das duas partes, mas sim, nasce entre as duas, e cria o vínculo indestrutível, enquanto Ele mesmo existe entre as duas partes.
      A concha nos mostra isso, as asas só nascem para dar abrigo ao ser que existirá entre as duas, E os três, O Ser, A Concha Mulher, e a Concha Homem, se unem simultaneamente.

      Mas se a Mulher e o Homem são duas partes da Concha, o que seria o Ser que ali existe?
      O ser existente entre os dois é a própria essência do Amor, que aparece, e une os dois aparentemente distintos, antes não existentes um para o outro, que agora se formam unidos, por uma força poderosa, que os une numa convergência de suas diferenças, para uma união de suas qualidades.

      Compreenda, o Amor verdadeiro, suporta as maiores penitências para sobreviver.
      Mesmo que as duas partes não sejam concordantes, se uma quer abrir para cima, ou outra para baixo, o Amor que existe entre as duas, as mantém unidas. E, caso ocorra alguma agressão a esse Ser (Amor) esse mesmo Amor, tomará para si a agressão, a recobrindo de si mesmo, de sua própria essência, tornando a agressão em algo posteriormente bom e belo, mesmo que no momento e durante algum tempo tenha sido doloroso. O Amor tudo suporta.
  3. A Concha e a Lótus, a Lótus e a Concha
    • Assim como a Lótus, que nasce da lama, cuja semente sobrevive à condições inférteis até achar momento propício para nascer, a Concha tem sua Conexão com a realidade.

      Veja novamente as duas fotos acima.
      Repare que a Lótus, parece ser formada por várias Conchas sobrepostas.
      Note que no Centro da Lótus, existe a parte onde fica o "Gineceu e o Androceu", que são as partes da planta responsáveis por sua reprodução. Ali seria o Conhecimento, a Compaixão e Amor plenos.
      A Lótus é o Amor mais sublime. Fonte de todo o conhecimento e de toda Compaixão.

      Não quero com isso, comparar meus pobres conhecimentos rudes, com a sabedoria milenar. São apenas interpretações de um leigo. As minhas...

      O que aprendi com as Conchas?
      Primeiro : Andando nas praias, é fácil ver conchas separadas, despedaçadas.
      Assim é na vida, na praia da nossa vida, existem várias conchas, algumas simplesmente separadas, outras, totalmente despedaçadas, a ponto de não se reconhecer de onde veio cada pedaço.

      Ao caminhar na praia, vejo que muitos amores, foram desfeitos, não talvez por falta de amor, mas por falta de união verdadeira entre as duas partes.

      Hoje, muitas pessoas procuram a sua outra parte, ao invés de procurar o ser que existirá protegido em si. O que quero insinuar é que, hoje em dia, nós (todos nós em boa parte das nossas vidas) procuramos o Amor , mas não nos preocupamos em manter esse amor vivo entre as duas partes.

      Como pode uma concha, manter a vida entre suas duas partes, se a única coisa, o único ponto que une as duas, não existe?

      Agora imagine, Você, quantas vezes teve a coragem de NÃO procurar o Amor na outra pessoa e o procurou DENTRO de você primeiro?

      Quando foi a última vez que você conseguiu amar de verdade, sem cobrar, sem criar expectativas impossíveis para a outra pessoa atingir ou realizar?

      Quando foi a última vez que você conseguiu entregar amor sem querer algo em troca?

      Quando foi a última vez que você procurou Amar primeiro, para depois ver onde iria acabar? Sem procurar retribuição ainda por cima?

      Eis a sabedoria da Concha, Ela Une as duas partes que antes não existiam uma para a outra, as Cria no momento exato que é criado o Ser, o Amor que as unirá.

      Não existe o Homem, antes do Amor aparecer, só existe o Animal masculino.
      Não existe a Mulher, antes do Amor aparecer, só existe o Animal feminino.

      O animal masculino, procura saciar sua sede de preenchimento. Na sua vã tentativa de se preencher, procura se preencher pela sexualidade, usando o sexo, a conquista, para tentar se sentir preenchido de uma falsa sensação de completude. E assim perpetua sua busca, de corpo em corpo, tentando encontrar algo que ainda não sabe o que é.

      O animal feminino, procura saciar sua sede de preenchimento, na constante procura pelo romantismo do Amor, mas sem o ter ou sentir dentro de si na boa parte das vezes. Por vezes procura primeiro a Rosa sem querer passar pelos espinhos. Mas como para se chegar à rosa, encontra-se o primeiro espinho, dói, então a pessoa foge e procura uma nova rosa, e consequentemente, um novo espinho. Assim perpetuando sua procura, buscando algo que ainda não conhece.

      Quando os dois se encontram, um espera algo do outro, que não pode obter, pois cada um se preocupa consigo próprio, ao invés de se preocupar com o que é mais importante.

      O que seria mais importante?
      O mais importante é Não procurar a própria satisfação. Procurar primeiro manter o que os aproxima, caso seja real, caso seja mútuo e verdadeiro.

      1 - Como saber o momento?
      2 - Como saber quando é real?
      3 - Como saber quando é mútuo?

      Como saber o momento?
      O momento, só é necessário viver que este se aproxima por si só. Se preocupar com o futuro é perder o presente.

      O que é real?
      O que é real, são os fatos, evitando viver na mente, internamente, vivendo o presente tal como é, e não como é imaginado, destituindo o ser de todos os Mayas*.
      * ¹ Maya (do sânscrito): Ilusão.
      ² Maya significa alguma coisa como ilusão ou fantasia, ou, filosoficamente falando, o “como se fosse”.
      ³ Maya é uma espécie de sonho, uma espécie de transe mental.
      A realidade se vê quando paramos de idealizar as pessoas, quando deixamos a nossa mente sem a distorção apegada da "paixão cega". Que nos deixa cegos para o ser humano real que está diante de nós, tornando-o apenas uma manifestação daquilo que desejamos que ele seja ou fosse, e não a pessoa real, e quando isso ocorre, não muito tardiamente, nos decepcionamos com a pessoa que consideramos amar, vendo então que já que decepcionamos, já não conseguimos a aceitar tal como é, demonstrando a real falta da presença do Amor real dentro de nós.

      A nossa vontade de ter manifestado em nossas vidas o Amor, nos faz nomear de amor, qualquer sentimento derivado de simbolismos pessoais, os quais associamos a características físicas ou intelectuais, e que quando particular pessoa contabiliza maior numero de características, nós a consideramos digna de nosso sentimento, nomeando isso de amor.

      Porém, quando escolhemos de forma lógica a pessoa a quem amar, provavelmente (não geralmente ou certamente) , essa pessoa nos decepcionará cedo ou tarde, não somente uma vez, causando a morte simbólica desse falso amor.

      O amor por escolha existe, mas já deve existir por si só para que persista.
      Não escolhemos a quem amar, simplesmente amamos. Quando não conseguimos citar motivos, razões para amar pessoa X, estamos próximos do amor real e verdadeiro.
      O amor não se explica, então, se conseguimos dar nome aos bois no tocante a motivos de amar certa pessoa, provavelmente não a amamos, mas sim, sentimos muito apreço por ela.


      Como saber quando é mútuo?
      Essa questão é mais complexa de se responder, pois não depende somente de uma das pessoas, porém, existe como saber.
      A convivência, somente esta, pode revelar a luz da verdade sobre essa pergunta.
      Um amor pode nascer em um momento, crescer em pequenos minutos, e permanecer firme durante anos. Mas necessita de convivência para se revelar.
      Caso não haja a convivência, não se pode revelar as intenções, se são carnais somente ou não carnais. Sendo amor verdadeiro, haverá paciência. O tempo será amigo e não inimigo dos dois.
      Quando a urgência se torna imperativa, há algo de errado, pois o amor não tem urgência.
      Ele se regozija na mansidão e na calma.

      O amor é o rio perene que corre em direção ao mar. Com suas águas límpidas, ora turvas, ora corredeiras, mas sempre em direção ao mar, com paciência, pois sabe onde irá.
      Enquanto corre, distribui a vida a todas as outras criaturas que dele puderem se beneficiar.
      O amor pratica o bem, antes de procurar o próprio bem.

      O fogo da paixão, precisa de alimento urgente, pois devora cada molécula de combustível para existir, e quando já não tem de onde tirar esse alimento, se mostra como é, onde havia a bela chama, a ardente e calorosa paixão, só se encontra um mar de cinzas, sujas e frias, e um deserto onde não brotará vida por bom tempo.
      A paixão procura primeiro se saciar, para depois ver os resultados.



      O Amor transforma o animal masculino e o animal feminino em seres diferentes.
      Quando nasce o amor entre dois seres humanos, os dois mudam para sempre.
      Nunca mais é o mesmo quem prova deste cálice.
      O Amor nascendo entre dois seres humanos, os aproxima, de forma inexplicável, certeira e tranquila. É como um elo de uma corrente que se forma juntamente com os outros, simultaneamente. Não se pode haver a real união entre dois seres humanos, sem o Amor como liga.

      Se essa ligação não for o Amor, essa liga quebrará, deixando os pedaços das conchas na praia.

      Quando o Amor brotar, tudo começará a fazer sentido.

      Cada parte da concha deve estar de tamanho parecido para se formar , caso contrário, haverá uma quebra na união entre as partes, alguma será mais fraca, mais frágil, menor. E assim uma terá mesmo que sem intenção, que sobrepuxar a outra. Tornando assim a relação entre as duas algo parasitivo.
      Uma terá a carga de proteger o amor existente entre as duas, enquanto a outra apenas se nutrirá com isso, e em alguns casos, poderá até ser enperolada pelo amor, pois só assim um ser que causa a dor poderia ser suportado pela Concha. Isso explica as relações em que predomina a desigualdade entre as partes. Que causa logo que uma é exaurida, o rompimento da relação.

      Quando o Amor brota, e as duas partes são de tamanho similar, quer dizer, experiências que as tornaram maduras suficientes para serem equivalentes e equilibradas entre si, aí começa a existir a liga duradoura. Não significa que nasça entre intelectuais. Simplesmente nasce quando as duas pessoas envolvidas, têm uma compreensão da vida, do outro, e de si mesmas, de certa formas parecidas, suficientemente para que possam ser compreensivas com as diferenças, podendo conviver em paz, harmonia e acolhimento mútuo.

      Assim nasce a Concha que mantém dentro de si, o Dom Supremo, o Amor Pleno.


      ----------------------------***------***----------------------------

      Em meados de 1994, comecei a coletar conchas nas praias de Ponta da Fruta, em Vila Velha - ES.

      Durante meses, ia semanalmente à praia, pensar e refletir, era meu local mais sagrado, pois lá estavam as essências de toda a linhagem masculina da minha família. Em certa época, todos os homens da família se reuniram em um determinado ponto, e deste dia em diante, essa foi a última vez em que houve essa reunião. Três gerações, três ramos distintos da árvore familiar.

      Esta praia também teve sua simbologia, pois ali que encontrei a parte do "ermo" que precisava para poder ouvir as mensagens que a própria natureza me dizia.
      Tudo está conectado, cada grão de areia, cada onda, tudo tem uma razão, tudo tem uma frequência. Tudo entra em ressonância, e quando você consegue entrar nessa vibração, com o restante da criação, você percebe a sua importância na imensidão da existência.
      Ali descobri como ouvir as areias que percorrem a praia com o vento, as mensagens que elas tentam nos passar.
      Ali descobri as promessas de amor das conchas, o seu significado em relação à vida humana, sua mensagem de Amor e Plenitude.

      Uma das mensagens, é a sensação da Plenitude, que se torna vívida ao se encontrar uma concha específica, a concha rosada, a mais difícil de se encontrar ainda ligada a sua metade irmã. Devido a sua fragilidade em relação às outras conchas, ela é rara de se encontrar inteira, mesmo separada.

      Até hoje, encontrei apenas duas.
      A primeira, era mais forte, grande, mais dura, estava aberta como uma borboleta, porém a cor estava muito desbotada. Significa o não vivido. Ou o que não seria vivido.
      O desbotado, significava a falta de vida em si, a vida é em suma, colorida, plena de nuances, com ou sem razão de ser a cada momento e cheia de alegria. A ausência da cor viva na concha, significava o amor não vivente.
      Note-se que amor para ser vivido, precisa da entrega, quando não pode ser entregue, não pode então, ser vivido.

      A segunda, encontrei depois de quase 14 anos após.
      Essa, é mínima, minúscula a ponto de se perder de vista com facilidade, delicada que um toque com maior pressão pode quebrá-la. E, embora toda delicada, é a mais plena de vida que encontrei. Com uma cor inigualável, principalmente pelo elo ainda existente entre as duas partes, que apesar do tamanho minimo, e da força da rebentação, nao foi rompido.

      Simbolismo atual:
      Fui presenteado com aquilo que mais procurei nesses ultimos 14 anos.
      Me sinto preenchido, me sinto pleno. Me sinto acompanhado, de mim mesmo.
      Quando eu esqueci de mim mesmo, quando procurei fazer o que podia, com os recursos que podia, sem pensar em nada mais a não ser em alegrar como eu pudesse o dia da pessoa a quem queria presentear... as conchas voltaram a aparecer, e no lugar mais inusitado, na única praia que NUNCA antes havia mostrado nenhuma dessas conchas.

      E assim, o ciclo da lenda pessoal termina.
      Descobri que existe esperança possível nesse mundo.
      Descobri que os últimos Mayas que eu tinha, estão sendo apagados.
      Finalmente, encontrei as respostas, e descobri quem sou.
      E minha razão de existir. Descobri que a fonte de tudo, é a Plenitude do ser, completada em suma, pela doação aos outros, de si mesmo, na forma do Amor/Compaixão.

      Quando cheguei em casa, me dei conta de tudo o que havia acontecido. E tornei a agradecer a presença desta pessoa em minha existência. Com os olhos em lágrimas fui caminhando e percebendo a cada passo, o milagre que tinha ocorrido nessa tarde.

      Pois foram 14 anos de busca incessante por essas respostas. E logo que parei de me perguntar e procurei apenas buscar fazer o bem que tanto ansiei para mim, para outra pessoa, as respostas apareceram.

      Não quero que isto seja tentativa de prova de nada.
      Desejo o bem desta pessoa, acima de tudo. Sua presença já me enche de alegria.
      E que sempre que eu puder, eu possa fazer para esta pessoa, o mesmo bem que ela me faz, mesmo sem se dar conta.
      E quero dizer com isso, que o que sinto, não busca a retribuição.
      Quero sempre poder estar perto, da forma mais agradável para esta pessoa.
      Lutar pela felicidade dela, com ela, para ela. Pois esta felicidade centrada também na do outro, perfaz em mim o caminho que me torna mais feliz, que é vendo a essa pessoa que tenho apreço, feliz. Distribuindo assim a todos que por mim passarem, felicidade e compaixão.

      A raposa branca escolheu a quem pertencer.
      E é a pessoa a quem agora pertence também esta concha.
      Pois esta pessoa é como uma flor de Lótus na alma e coração da raposa.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pensamentos...

Hoje parei para revisar algumas coisas...
Tanto na vida quanto na espiritualidade...
Havia voltado a fumar... nos últimos dias...
Parei novamente... Pois o motivo cessou...
Essa poesia do Oswaldo, reflete muito, sobre mim, e sobre o que sou...
Não sou totalmente comum, não ajo como as pessoas comuns...
Porque acho que se eu for uma pessoa comum, não serei eu mesmo...

Sendo eu mesmo, posso ser como sou, sem medo de sofrer...
Sendo comum, teria os mesmos medos que todos têm...
Meus medos são diferentes, ainda assim são medos...
Mas não me paralisam... Minha forma de agir é distinta...
Hoje, não quero dominar... Não quero cativos à força...
Quem estiver a meu lado, terá que estar por livre opção ...

A quem o meu amor for entregue... saberá...
Que os sonhos todos podem ser realizados...
Que os mínimos desejos, podem ser atendidos...
Mesmo que não se mova uma só folha para tal...
A quem quiser me conhecer realmente...
Que tenha ouvidos...
Que tenha coração...
Que tenha paciência...
Pois sou muitos em mim mesmo,
Perdido em pensamentos,
Perdido em caminhos invisíveis...
A quem quiser me merecer realmente...
Não precisa de tanta riqueza (pois riqueza para mim é sentimento)...
Não precisa de tanta beleza (pois beleza para mim é a verdade)...
Não precisa de tanto...
Só preciso de pouco...
Mas que esse pouco, seja realmente...
Íntegro... Total... Pleno...
Não procuro paixões ardentes (embora possa arder como vulcão)...
Não procuro amores eternos (porque sei que o amor mais puro acaba, se não for cuidado)...
Não procuro soluções para minha vida (porque a solução dessa vida sou eu)...
Procuro apenas alguém...
Que queira estar perto...
Que queira me ouvir, mesmo em meus momentos de insanidade...
Que queira me ouvir de perto, que queira me amar,
Que realmente me ame quando eu menos merecer...
Procuro uma pessoa...
Que queira ser amada...
De forma sublime...
De forma humana...
Mas que não me veja apenas como homem... mas também como pessoa

Procuro a pessoa... que vai me ver, quem eu sou, como realmente sou,
E vai permanecer... E não fugir...
Sim, eu também desejo ser amado... como todos...
Sim, eu também desejo ser escutado... como todos....
Sim, eu também sou humano... como todos...
Não quero ser melhor...
Não quero ser pior...
Não quero ser igual...
Só quero ser eu....
E poder ser eu sempre...
E ser reconhecido pela voz e pelo olhar da pessoa que amo...
Eu não tenho toda a sorte do mundo...
Mas tenho toda a disposição...
E mesmo que o mundo me tente forçar a parar...
Eu continuo... sempre... esbarrando, criando novos caminhos...
Caindo, levantando...
Porque mesmo que desanime em alguns momentos...
São nos momentos mais improváveis que minha força se renova...
E tendo isso em mim... Sou o agora...
Não quero relembrar do passado, ressentindo as dores...
Não quero ficar planejando o futuro, sem viver meu presente...
Não quero viver meu presente, sem ser 100%.
Se estou do seu lado... sempre estarei ali 100%.
Mesmo que meu olhar divague para o horizonte...
É porque assim posso abrir meu coração para olhar o que há dentro do seu...
E escutar o que seu coração diz...
E tentar fazer o melhor para a pessoa que amo, e para mim...




Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
E a outra metade não sei


Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é a canção

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


Oswaldo Montenegro

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Hoje resolvi dormir.
Desde o início da semana já não conseguia descansar,fisicamente, ou mentalmente.

A mente estava repleta de caminhos, divagações, dúvidas, inseguranças...
O corpo, de tarefas a fazer em tempo menor do que eu possuía (e possuo)

Hoje, consegui a paz que procurei nos últimos dias, consegui retornar à minha própria essência...

Todos temos medos, receios... Todos temos arranhões do passado... cicatrizes...

Ao conversar com minha amiga, ela me questionou "você ainda não desapegou desse momento de sua vida, ainda não superou..."

E fiquei perdido em divagações sobre o que era realmente isso em mim.
Ao chegar à conclusão, reconheci-me novamente.

A maior alegria que tenho, é de conseguir ver meus defeitos, entenda, é difícil se reconhecer sem se relacionar.

A amizade é a maior dádiva, pois a outra pessoa, se sente livre pra lhe dizer o que pensa, sem receios de te magoar, ou sem cortar partes do ponto de vista.

Agradeço todos os dias, pela grande amizade com que fui abençoado.
É difícil sentir-se livre para ser quem você é, falar o que pensar, e ainda assim, a outra pessoa não ir embora.

Estou aprendendo a cada dia, reaprendendo...

Não tento explicar o que é, apenas sinto, e já me sinto feliz.
Não importa o nome que venha a dar ou ter...
O que importa é que é real...

Que não é algo inventado para fugir do passado, ou do presente...
Mas algo que é regado para ser firme e forte no futuro.

Assim como um carvalho que cresce à medida que é regado, e se torna grande e forte, sendo abrigo para pássaros, esquilos, formigas, etc.

Estou simplesmente feliz, por ser quem sou, por cada um ser quem é, e por cada pessoa especial na minha vida, ser especial na minha vida.

Reencontrei minha felicidade, meu sorriso, meu brilho nos olhos.
Uma amizade, uma amizade me curou, de males de tempos imemoriáveis...
Me ensinando a viver no presente, a nao pensar tanto no futuro...
A desapegar do passado... Deixá-lo no passado...

Obrigado ao Autor da existência, por ter me criado do jeito que sou, e por ter criado meus amigos como o são.

domingo, 24 de agosto de 2008

Relutância e pressa...

Relutância, relutar = tender a não mudar, conter-se, evitar, não se alterar quando é necessário, ponderar demais, medo de agir.

Pressa = fazer qualquer atividade em ritmo acelerado, mais do que o normal, sentir necessidade de que algo termine mais rápido

Duas palavras das quais sempre tive que trabalhar... Em âmbito profissional, pressa, sempre a pressa de se terminar um projeto. Cada dia mais pressa, tem que terminar logo, para pegar outro, para terminar mais rápido, para pegar outro e mais outro.. para se terminar mais rápido ainda...

Cada dia vejo que somos transtornados com a pressa de se fazer algo, pressa de viver, de se fazer presente, ou ausente, ou pressa de se ter ou de ser...

E nossa relutância... ó insana relutância... de se apegar a uma idéia e nunca mais tornar a querer vê-la de outro ponto de vista... De outro ângulo... De outros olhos...

Relutamos ao tentar nos abrir para outra pessoa, por medo de algo acontecer, e.. quando porventura fazemos, temos pressa, para fechar a porta o mais rápido possível. Pressa para não correr o risco de mais alguém entrar... ou mais alguém arranhar os cristais ou rabiscar as paredes...

Relutamos em aceitar as outras pessoas como são...
Temos pressa de que nos aceitem como somos...
Relutamos em acatar os pontos de vista dos outros...
Temos pressa de que nosso ponto de vista seja aceito...
Relutamos em fazer o bem para a outra pessoa...
Temos pressa de que nos seja feito o bem...
Relutamos em abdicar de algo que nos seja importante...
Temos pressa de que a outra pessoa abandone a si mesma por nós...
Relutamos em nos dar tempo de conhecer as outras pessoas...
Temos pressa de que nos compreendam tão profundamente que nem nós consigamos ver tão perfeitamente...
Relutamos em abrir mão de nossos desejos e anseios...
Temos pressa de que nossos anseios e desejos sejam atendidos sempre...
Relutamos em doar nosso tempo para alguém...
Temos pressa de ter tempo para nós...
Relutamos em nos dar conta de viver cada momento da melhor maneira...
Temos pressa de viver, e acabamos não vivendo nem 50% do que deveríamos a cada hora...

Relutamos em dizer que amamos alguém que amamos... por medo de não sermos aceitos...
Temos pressa de que nos digam que nos amam...

Relutamos em amar as pessoas como são e não pelo que fazem...
Temos pressa de que nos amem incondicionalmente...

Relutamos em minar nossa felicidade
Temos pressa em ser felizes com coisas que não trazem felicidade

Relutamos em relutar...
Temos pressa de ter pressa...

Ciclo vicioso...
Ciclo sem fim...

Até que... em determinado momento, a gente acaba vendo que nada é eterno, nada é duradouro...
Nem o tempo
Nem o amor
Nem a vida...

A única coisa que temos ao final da jornada, são as marcas que a jornada deixou na gente, e as marcas que a gente deixou pelo caminho.

Espero poder deixar marcas positivas nos caminhos que trilhar, para que possam ser de ajuda para os próximos caminheiros.
Espero com paciência o dia em que caminhar não seja uma arte de se fazer sozinho, mas sim com mais pessoas, a partilhar as alegrias, as dores, as aventuras e desventuras do caminho.

Abençoado seja o dia, este dia (não importa qual seja), seja bom, e
que eu consiga vê-lo como sendo bom.

Viver um dia de cada vez, sem pressa, sem lamentos, sem culpas...
Sem Relutar em ser feliz com o que se tem a cada instante.
Amar cada respiro que se dê, se doar em amor a cada um que se veja.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O sonho (pensamento de uma madrugada com insônia)

Às vezes me perco em meus pensamentos...
Pensamentos que vem, que vão...

Lembro-me dos sonhos que tenho...
Que tive...

Hoje descobri uma infeliz verdade, da qual tenho tentado fugir minha existência inteira.
O meu maior temor é verdadeiro... E para piorar o desespero... é benéfico para o mundo, talvez nem tanto para mim, mas ajuda as pessoas que me são próximas...

Como são poucas as pessoas que lêem esse blog, acho que aqui ficará enterrado.

Muitos anos atrás, sonhei com uma espécie de anjo... em uma festa, onde todos os meus amigos estavam, ao redor de uma bela fonte onde jorrava o tempo inteiro uma água especial...

A fonte era belíssima, estilo grego, o local, cheio de arcadas, animais...
Era um paraíso em se tratando de sensação de bem estar...

Todos se serviam da água, era como vinho, onde cada um tinha uma taça especial, trabalhada...
a alguns me foi dada a tarefa de servir as taças...
E parecia que era interminável a quantidade de pessoas dessa festa.

Ao final, quando eu tive sede...
Peguei uma das taças, que me foi dada por alguém... porém quando já havia enchido a mesma, e já a levava até a boca...

Me foi retirada com tanta rapidez que mal percebi o que havia ocorrido
O tal "anjo" a havia recolhido de mim. dizendo que daquela fonte eu nao poderia beber nunca.

Poderia distribuir a todos que quisesse, mas nunca beber com os outros...

Bem... pelos últimos anos, venho tentado acreditar que era somente sonho idiota...
Mas, ao perceber, me testar, observar com cuidado... aparenta ser verdade...
Sempre que tento beber desse cálice, algo ocorre e ele é retirado de perto de mim...

Embora para servir eu tenha autorização, não tenho para usufruir dessa água dessa fonte...

E está se provando.. essa fonte é o amor...
Infelizmente para mim...

Para atrair o amor para a vidad e alguém, basta amar essa pessoa... de coração...
Ela será abençoada com um amor em sua vida...
E eu com seu afastamento da minha...

É meio complexo... mas está se provando que é assim que funcionará para mim...
Não foi por falta de tentativas... Tentei, exaurí-me tentando contornar essa sina...
Mas parece que de sonho aquilo só tinha o anjo, pois o fato aparenta ser real, bem real...

Se é isso, agradeço a Deus por ter esse"dom"...
Embora desejasse ser apenas mais um pobre e feliz assalariado...

Ter alguém me esperando ao chegar em casa com um sorriso e um abraço pronto a ser entregue... me acolhendo... mas certas coisas parecem ser pedir demais, pelo menos para mim...

Agradeço aDeus por tudo, por eu poder ser esse instrumento...
É o que posso fazer...
Uma amiga do trabalho certa vez me disse, "você é doente, pois ama demais, precisa de tratamento"...

Hoje eu digo, realmente Amo demais, mas nao preciso de tratamento, pois eu mesmo sou instrumento para esse tratamento, para todas as pessoas que ainda sentem falta dessa água dessa fonte em suas vidas.

Claro que o preço para que o tratamento seja efetivo, para que funcione... em certos momentos parece alto...

Devo amar a pessoa... Sabendo que ela sairá da minha vida... que me esquecerá...
Não amor de amigo, não amor de homem, mas o Ágape...
Pleno... total, completo... único...

Me entregar de corpo e alma a isso, e... deixar que vá...

Bem...
Deixo minhas loucuras assinaladas aqui...
Pois esse é o primeiro post que tento colocar o que sinto diretamente sem rodeios...
Amo poder fazer isso... mas tem certas horas que dói... mesmo sabndo que algumas pessoas irão sair da minha vida, ainda fica uma ponta de esperança sempre, desse sonho não ser real, de alguém parar com esse ciclo e me entregar finalmente um gole dess aágua, para saciar minha sede de tantos anos...

que o amor prevaleça ao final

E que o portador da mensagem seja apenas o portador, e que ela seja bem aceita por todos...

sábado, 3 de maio de 2008

O caminho que me escolheu

Como é diferente pensar e agir...
Hoje, muitas pessoas acham que somente palavras podem fazer tudo...
Outras, que somente a ação resolve tudo.

Eu cresci e vivi, e vivo de forma que a ação é tão necessária quanto as palavras. Cada uma em seu momento, cada uma a seu modo, cada uma quando for necessária.

A fome nao é sanada com palavras.
A sede não se mata com palavras.
Casas não se levantam com palavras.

Não que palavras não sejam necessárias...
Mas não acredito que uma palavra apenas baste para corrigir nada no mundo.

Sem uma atitude associada. De nada vale a palavra.

De que adianta dizer que ama alguém, se não existe nenhuma demonstração de afeto?
Do que adiantaria provar que ama, sem a palavra para dar sentido à atitude?

Hoje, no mundo, há essa separação.
Há os que acreditam somente na palavra...
E os que acreditam somente na ação...

Eu não consigo ficar somente com a palavra...
Nem tampouco somente da ação...

Ação sem palavra torna a pessoa endurecida.
Palavra sem ação faz a pessoa divagar entre pensamentos, sem realização.

As duas, em exagero, uma sem a outra, tornam a pessoa longe da humildade.
Um embelezamento do EGO de forma a se considerar acima da verdade.
Acima dos outros, acima do ser humano, ciente de todas as coisas e crente de que somente o EU tem o "divino" saber das coisas tanto do mundo quanto do restante.


Existem sempre 3 lados para qualquer situação de discórdia:
- O seu lado
- O meu lado
- A verdade

Da mesma forma. Com a palavra e a ação. Ambas não podem seguir sem a outra. e sem a liga que as une, que é a Verdade. (Quem é a Verdade mesmo? Além de ser caminho e vida?)

Certa vez, algumas pessoas, ao me verem em uma crise alérgica, se propuseram a orar pedindo a cura para mim.
Pedi que não o fizessem, pois no momento entendi que aquilo tinha sido me dado por algum motivo, senão eu teria nascido livre daquilo. E eu mesmo deveria aprender a conviver com aquela cruz, já que é uma doença sem cura.

Soa estranho não?
Recusar ajuda...
Bem, sou um pouco assim, me chame do que quiser. Não recordo os nomes pelos quais poderia me adjetivar nesse caso.



Só sei que a vida é para ser vivida, totalmente em cada momento.
Seja momento de alegria, de dor, de saúde ou de doença.

É certo de que nem sempre ficaremos sempre livres da dor.
Porém sem ela, como poderíamos aprender a nos superar?
Como poderíamos aprender a aceitar a morte?
Como poderíamos aprender a aceitar um fracasso, ou qualquer coisa que não seja a desejada para nós mesmos?
Como aprender a aceitar um não, como a mesma tranquilidade que se tem ao receber um sim?

É difícil trilhar o caminho,
é difícil descobrir as armadilhas da estrada.
Porém é maravilhoso ver os campos florindo à sua volta,
É magnânimo ver os vales e montanhas preenchidos pela luz do alvorecer.

É supremo ver a plenitude de Deus em tudo o que existe no caminho.
O caminho é difícil, porém, deve ser trilhado.
Quem sabe quem poderá usar o seu caminho para construir uma estrada para muitos depois que você passar?

"Eu os fiz sofrer, mas foi para purificá-los, como a prata é purificada na fornalha" (Is 48.10)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Uma teoria que não desmente a fé

Ultimamente, tenho presenciado e participado de vários debates entre amigos, com um mesmo assunto:
"Maria(mãe de Jesus) teve outros filhos?"

A pergunta toda vez que é feita, dependendo do grau de infoirmação dos interlocutores, fica com uma resposta acirrada e defensiva.

Quem quer afirmar a alegação, é criticado.
Quem defende, o faz por acreditar no que lhe foi ensinado.

Particularmente, para minha pessoa, se Maria teve ou não filhos após o nascimento de Jesus, não me importa em nada, e em nada muda a minha Fé em Deus, em Jesus. Nem mesmo a devoção de serva que ela teve para com Deus para a concepção de Jesus. Maria continua sendo a serva dedicada a Deus, independentemente de ter tido realmente ou não filhos após o nascimento de Jesus.

Dúvidas existem, sim, pois mesmo sendo católico, tenho em mim uma chama, que precisa sanar a necessidade de saber a verdade, mesmo que essa verdade não venha a mudar em nada a minha realidade. Para mim, saber se foi ou não só serviria para tranquilizar os entendimentos, se é ou não entendida a mensagem corretamente.


Os argumentos usados:
Afirmação: "Maria teve outros filhos que não Jesus"
Bases:
Mt 12.46,47,48; 13.55.56
Mc 3.31,32,33; 6.3
Lc 8.19,20,21
Jo 7.3,5,10

Em resumo, pode-se entender que não se afirma diretamente que Maria tenha tido outros filhos. Porém fica à margem essa impressão. Não deixando de ser uma vaga possibilidade.

Contestação: "O termo irmãos em aramaico e hebraico siginificava irmão e/ou primos ou qualquer tipo de parentesco de familia"
Bases:
Mt. 13, 55-56;
Mt. 12, 48;
Gn. 11, 27-28;
Gn. 13, 8

Opinião : A explicação é boa. Bem elucidado. As referências dizem claramente o que o interlocutor afirma.


Agora vamos lá, o que eu acabei fazendo de análise em cima do assunto:

Bem, fazendo algumas pesquisas em sites católicos e não católicos, encontrei algumas divergências em todas as afirmações.

Segundo os franciscamos da provincia da Imaculada Conceição - de Sao Paulo, somente coletei o texto existente em seu site sobre explicação sobre os livros da Biblia. Destacaadas partes importantes para mim:
"A Bíblia não foi escrita numa única língua, mas em três línguas diferentes. A maior parte do Antigo Testamento foi escrita em hebraico. Era a língua que se falava na Palestina antes do cativeiro. Depois do cativeiro, o povo de lá começou a falar o aramaico. Mas a Bíblia continuou a ser escrita, copiada e lida em hebraico. Para que o povo pudesse ter acesso à Bíblia, foram criadas escolinhas em toda a parte. Jesus deve ter frequentado a escolinha de Nazaré para aprender o hebraico. Só uma parte bem pequena do Antigo Testamento foi escrita em aramaico.
Um único livro do Antigo Testamento, o livro da Sabedoria, e todo o Novo Testamento foram escritos em grego. O grego era a nova língua do comércio que invadiu o mundo daquele tempo, depois das conquistas de Alexandre Magno, no século IV antes de Cristo.

Assim, no tempo de Jesus, o povo da Palestina falava o aramaico em casa, usava o hebraico na leitura da Bíblia, e o grego no comércio e na política. Quando os apóstolos saíram da Palestina para pregar o Evangelho aos outros povos, eles adotaram uma tradução grega do Antigo Testamento, feita no Egito no século III antes de Cristo para os judeus imigrantes que já não entendiam mais o hebraico nem o aramaico."

Realmente "se" o Novo Testamento nao foi escrito em aramaico ou hebraico, cai por terra a defesa da tese dos irmãos-primos. Pois nessa lingua, existem distinções claras sobre irmão, primo ou prima, primogênito e unigênito. A nao ser que a tradução em grego tenha sido fiel ao aramaico/hebraico, porém, há de certo uma dúvida pairando sobre o assunto, pois se havia e usava corretamente a lingua grega na utilização para pregar o evengelho, por qual motivo teria se deixado uma dúvida em termos de definição do real parentesco dos ditos "irmãos" de Jesus?

Claro que os evangelistas poderiam ter dito de uma forma figurada, porém, em se tratando desses mesmos que escreveram, a forma figurada não se mostra tão frequente como no antigo testamento.

Segundo estudos de igrejas diversas, encontrados em artigos disponiveis na internet, também há a contrariedade da idéia de Jesus não ter tido irmãos consanguineos.

Divagação:
Não querendo contrariar o catecismo, os dogmas, mas analisando friamente as informações, fica a indecisão. O mesmo Evangelho de Mateus, é usando tanto na afirmação como na negação da idéia. O mesmo que foi escrito em grego e hebraico.

O que resta para mim, é uma certeza de que é uma resposta meio que contundente.
Mesmo afirmando uma ou outra resposta, nada se tira de contribuição para quem não tem FÉ.

Se Maria teve ou não outros filhos, qual o real problema? Uma idéia contrariada?
Para mim, seria de certa forma bem humano que Jesus tenha tido irmãos. Como filho único na minha casa, sinto falta do aprendizado que teria com o convívio de irmãos de sangue.
E para acalmar as certezas, lembro-me que Jesus desapareceu, e só se teve relatos de sua vida quando retornou, já ápós seus 30 anos de vida.



Conclusão:
Entrar nesse debate, é normalmente tempo perdido quando não se há uma Fé maior, que possa aceitar a mudança, a afirmação ou contrariedade do que foi aprendido anteriormente.
A Igreja Católica já errou várias vezes no passado.
Maria só teve seu reconhecimento no século passado.
Mateus escreveu o seu evengelho em aramaico, hebraico e grego.

"Quem tem ouvidos que ouça"
é a única coisa que me vem na mente nesse momento. Pois a única coisa que realmente temos, é a mesma Palavra. Um belo estudo sobre os livros de Mateus poderiam elucidar muita coisa. A continuação desse assunto deixo para outro dia, quando terminar de ler todos os livros.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

6 - Não basta compreender!

Uma vez um colega de infância, me contou sobre um ensinamento egípcio muito interessante e que podemos aplicar em nossas vidas, em nosso cotidiano:

É uma frase egípcia que diz que devemos interpretar uma escrita, em vez de apenas traduzi-la, ou seja, o verdadeiro significado é: "Compreendo o que vejo e absorvo o que compreendo". Isso significa que não devemos simplesmente compreender a vida sem antes absorver os valores dela.

domingo, 13 de abril de 2008

5 - Conhecer seu corpo

Olhar, pés, mãos, nada podem fazer se o restante do corpo não concorda.

O corpo é um aconchego, um ninho, onde você acolhe somente quem ama.

Como um pássaro e seus filhotes.

Como uma proteção para quem tem frio.

Será que o meu abraço é quente, daqueles que aquecem toda a outra pessoa ou ele é frio, distante, com medo de ceder um pouco de calor?

Pense bem quando for abraçar alguém. Se seu abraço for frio, pode ser tão ruim quanto não abraçar, talvez até pior.
Melhor, não pense, abrace como se fosse aquele bixinho de pelucia que você tanto gosta.
Como se fosse aquele avô ou avó que você tem tanta saudade.

Abrace como se sua vida dependesse disso.

Melhor, abrace como se a vida da outra pessoa dependesse disso.

4 - Conhecer seus pés

Acha que só as mãos e os olhos denotam o que vc sente?

Doce engano.

Os pés denotam a sua necessidade de fugir ou não, quando as pontas dos pés apontam na direção oposta àmpessoa que está conversando com você.

Quando se escondem ou ficam "martelando" o chão, denotam que há algum tipo de vontade de sair do local em que se está, por algum motivo.

Não se pode fugir sem usar os pés, e eles reagem à menor vontade do seu dono.

Preste bem atenção ao que seus pés querem dizer.

3 - Conhecer suas mãos

Suas mãos também dizem muito sobre você.

Mãos que fogem do toque, podem mostrar que você tem medo de se entregar verdadeiramente a um relacionamento.

Mãos foram feitas para construir, defender e acariciar.

Use-as da forma como devem ser.

2 - Conhecer seu olhar

Conhecer o olhar ajuda a conhecer como nos portamos frente a outros.

Olhando par aos olhos da pessoa que está conversando conosco, podemos ver "quem é" e não somente uma pessoa.

Os olhos revelam muito mais do que queremos em determinados momentos. Mentiras, verdades, ansiedade, tudo... Não é à toa que são ditos como janelas para a alma.

Um olhar que foge do outro olhar, será mais dificil de ser entendido. Ser encontrado.

Olhe sempre nos olhos, mesmo correndo o risco de ter seus sentimentos revelados.
A fuga sempre é pior do que encarar o medo.

1 - A arte de Se conhecer

Algumas pessoas ficam dias a fio, esperando algo importante acontecer em suas vidas.
Outras, ficam fazendo cada coisa parecer importante, no intuito de parecerem importantes...

Quando nós não temos coragem de assumir o direcionamento de nossas próprias vidas, por vezes ficamos culpando os outros por ações que nós tivemos, temos ou deixamos de ter...

E nesse ponto, eis a pergunta:

- Para que precisamos saber algo sobre nós mesmos?

Respondo simplesmente: Para não achar que o restante do mundo é errado, e só nós somos os detentores da verdade. Para nao acusar o nosso próximo de culpas que são somente nossas.